Blog da Manon

Cantinho reservado para compartilhar as idéias de uma mulher bem vivida.

31/3/09

TRANSBORDANDO ALEGRIA

 

Ele chegou.
Mas antes deu um toque pelo telefone e só isso bastou para que eu me sentisse eletrizada e corresse para o espelho e me enfeitar…
Fiquei olhando pela janela para vê-lo chegando de carro, mas demorou, fiquei cansada e voltei a me apoiar no andador (provisório) com o qual estou me locomovendo pela casa, enquanto não me livro dessa bendita tendinite…
Entretanto, mal saí da janela ele tocou a campainha da sala e entrou,  com aquele sorriso aberto que só as pessoas de bem com a vida podem ter.
Abraçamo-nos longamente, senti-me pequenininha em seus braços e nos beijamos muito.
Que saudade!
Ele veio de longe, e, embora eu não o tenha por perto, sua figura alegre nunca sai da minha cabeça e parece que ele está sempre ao meu lado.
Sentamos, ele pegou minhas mãos, beijou-as ternamente, e disse  que eu estava bonita…
Abraçamo-nos de novo e senti meus olhos encherem-se de lágrimas, enquanto pensava no porquê a vida tinha nos separado fisicamente.
Ele é uma das pessoas por quem eu rezo todos os dias e, sempre que sua imagem vem ao meu pensamento, de novo rezo por ele.
Jantamos juntos, nós dois alegres, a sós, e depois fomos para a penumbra da sala , iluminada apenas pela luz que vinha da rua.
Ele me ofereceu um cigarro, fumamos juntos e conversamos longamente, atualizando notícias e matando a saudade que temos um do outro…
Ele disse que ficaria aquela noite comigo.
Então convidei-o para dormir na minha cama, o que não fazemos há séculos…
Ele disse que eu estava cheirosa, passou a mão pelos meus cabelos, beijou-me com a ternura dos anjos e, em seguida, começou a passar suas longas mãos pelos meus ombros e foi a massagem que eu precisava para dormir, como não dormia há meses…
Acordei hoje e, para surpresa minha ,  pois levanto às seis horas da manhã,  olhei para o relógio e vi que já passava das oito…
Agradeço a Deus ter permitido esse encontro tão esperado, com tanto aconchego, e, agora estou aguardando ele acordar, para descermos juntos e ver o carro que ele trouxe para mim, de São Paulo.
E ainda teremos mais um dia para aproveitarmos nosso idílio de mãe e filho.
Seja bem vindo à sua casa, Filipe!!!
Brasília, l0:00h do Domingo de Páscoa, 17 de março de 2008.

criado por manon.rocha    8:56 — Arquivado em: Sem categoria

30/3/09

AOS AMIGOS:

Nas horas vagas, ou quando insone, escrevia sobre alguma coisa que estivesse me assombrando naquele momento…
Geralmente após escrever e ler o desabafo, rasgava as folhas escritas e sentia-me como que aliviada de um fardo…
Mas a maioria das vezes escrevia sobre fatos rotineiros, trabalho, amores, esperanças,…Escrevia sobre o meu cotidiano…
E as folhas escritas foram sendo guardadas ao Deus-dará…
Agora, aposentada, com as netas quase criadas e estimulada por minha filha, tomei coragem e saí do armário publicando em meu blog algumas crônicas e poesias, sem qualquer pretensão, e até com a alegria da humildade.
Os amigos que lerem essas páginas, de certo, reconhecerão seus  personagens…
Ainda pretendo escrever mais algumas coisas, sem , entretanto, ter a pretensão de publicar um livro, deixando de ter feito a terceira coisa obrigatória para o homem neste planeta: ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro…

A primeira já fiz: criei dois filhos, dos quais muito me orgulho e que só deram as preocupações normais…
Na minha juventude plantei três arvores no quintal do vizinho, e não sei se elas ainda sobrevivem… o livro ficará esboçado no blog com a esperança que alcance algumas pessoas…

criado por manon.rocha    11:03 — Arquivado em: Sem categoria

A TRISTEZA DE VIVER SÓ

Hoje é domingo, sete de setembro de 2008.
Meu inquilino me perguntou se eu queria assistir pela TV ao desfile militar… nem pensar!!!
Meu coração está inquieto.
Murcho.
Vazio.
Como a gente de repente se vê envelhecida por fora! É uma pena… Porque algumas pessoas não tem como nos entender… Graças a Deus, algumas pessoas  me entendem… acabei de ouvir minha prima dizer ao telefone: “eu te adoro!”
Por dentro estou viva, continuo alegre, irriquieta, sensível… amante da vida e de suas alegrias…
Mas como é ruim não ter ao lado o companheiro escolhido para toda a vida, aquele que me compreendia, que me satisfazia, que me mimava, que me ouvia…
Aquele que eu amava e que me amava…
Como é triste não ter companheiro…

E como faltar o arroz do feijão, a goiabada do queijo, o verde do amarelo, o barulho da chuva…
Enfim…
A morte faz parte da caminhada…
É a vida…

criado por manon.rocha    11:01 — Arquivado em: Sem categoria

27/3/09

HUMILDADE

HUMILDADE

Desorganizamos a estabilidade da vida
no momento em que nos falta a humildade
e maltratamos tanta gente querida
se, no lugar da franqueza, usamos de falsidade…

Mentir, esconder, modificar um fato…
intransigir, não dar oportunidade de defesa
pra quem quer ser anjo – que não é nato –
transforma um momento em muita tristeza…

Humildade traz confiança, boa vontade,
perdôa males expostos, passado vivido
levando pra longe o veneno, a maldade
que outra pessoa possa ter-lhe trazido

Um minuto de humildade…um momento de conversa…
Abrandaria o ímpeto, o orgulho, levaria a falsidade…
Uma palavra leva à outra…de repente vi-me imersa
Pois também pequei… pela falta de humildade.

criado por manon.rocha    8:51 — Arquivado em: Sem categoria

26/3/09

VIVER A ALEGRIA E SER FELIZ

MEMÓRIAS

Durante minha adolescência recebi muita atenção das assistentes sociais que trabalhavam no Centro Social do IAPC em Olaria, onde, então, residia com minha família.,
Entre elas, destaco Nair Cruz de Oliveira, Lucia de Barros Leitão, Maria Enid Araujo Nelson, Frieda de Barros Carvalho que, juntamente com meus pais, incentivaram e modelaram minha educação e caráter.
Já órfã de pai e trabalhando para ajudar no sustento da casa, graças a elas obtive uma bolsa para cursar Assistencia Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Quando fui me matricular, optei por um curso novo, cuja finalidade era dar maior apoio às Assistentes Sociais.
Carreira nova, com muito mais futuro que a de Assistente Social…
Naquela época as mulheres eram professoras , assistentes sociais, poucas eram médicas e geralmente pediatras. O mundo era sòmente dos homens!!!
Assim, resolvi fazer o curso de Educadora Familiar , cuja profissão até hoje não foi regulamentada.
Jamais usei meu diploma para arranjar trabalho. Quer dizer, os conhecimentos adquiridos foram. e até hoje são, de grande valia para o meu dia a dia, nada mais!!
Mas, por ser um curso de nível superior, trouxe-me a possibilidade de alcançar, bem mais tarde, um cargo de Direção e Assessoramento Superior – o famoso D.A.S. do serviço público.
Quando, durante o Governo Sarney, a profissão de Secretária foi regulamentada, lembrei que a de Educadora caiu no esquecimento…
Em 9 de maio de 1959 me casei com o João Paulo e em 29 de março do ano seguinte nasceu nosso primogênito. Muita gente fez as contas para ver se eu tinha casado grávida.
Não. Casei virgem, por opção.
Em 2 de novembro de 1960 vim para Brasília, trazendo nos braços um filho e na bagagem uma empregada que pouco me serviu.
Os funcionários públicos que vieram da antiga para a nova Capital tiveram o privilégio de ganhar ordenado duplo até o final do governo do saudoso Juscelino Kubitschek ( JK – PROCURA-SE OUTRO)
E, mais tarde, a oportunidade de comprar o imóvel em que residiam.
Esses imóveis foram pagos em trinta anos.
Compramos o nosso imóvel situado na 114 Sul.
Esse foi o preço que o Governo pagou para animar os funcionários que deixaram sua cidade, na época ,maravilhosa, onde ainda não havia favela nem violência, que deixaram suas famílias, suas praias, seus amigos… se engajassem na obra do século.
Fomos pioneiros, porém jovens e inexperientes .
Por esse motivo, deixamos de comprar terrenos super baratos na época ,à beira do Lago, pagando uma bagatela em prestações durante dez anos!!!
Jovens, preferíamos gastar o dinheiro indo para o Rio de Janeiro nos feriados, voando nos Constellations, nos Avros, nos…….
Hoje vejo que sou apenas mais uma piotária…
Vi Brasília sem casca, sem asfalto, sem luz nas vias públicas, sem prédios, sem árvores…
A Catedral já existia , mas apenas em concreto bruto, com seus braços erguidos para o céu, em oração, conforme aprendi na época, cujas mãos formavam uma coroa – a coroa de Nossa Senhora..
Os Ministérios se erguendo ao mesmo tempo… a Rodoviária fervilhando de trabalhadores…
Na época pude comer cajus nativos da W-3 Sul onde eu trabalhava na Delegacia do IAPB .
Um caminhão vez ou outra regava com pixe a terra vermelha da W-3 Sul cuja poeira a todos atingia, quando passava um “Lacerdinha”, apelido inspirado no político carioca, que, por onde passava deixava o nome de alguém sujo…
Entretanto foi Carlos Lacerda que bolou, dizem que na década de 50, a construção das linhas Amarela e Vermelha que hoje escoam rapidamente o fluxo de automóveis e ônibus que saem do Aeroporto do Galeão para a Zona Sul.
Pela linha Amarela, em vinte minutos alcancei a Barra da Tijuca agora, no Carnaval, quando fui visitar meu irmão “mais velho”.
Antigamente saíamos do Aeroporto do Galeão, passávamos pelo centro da cidade, pelo Flamengo, Botafogo, Copacabana até atingir Ipanema…
Joá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, que estava começando a ser povoado…
Um dia eu conto mais…

criado por manon.rocha    21:59 — Arquivado em: Sem categoria

MINHA ADOLESCENCIA

MEMÓRIAS

Durante minha adolescência recebi muita atenção das assistentes sociais que trabalhavam no Centro Social do IAPC em Olaria, onde, então, residia com minha família.,
Entre elas, destaco Nair Cruz de Oliveira, Lucia de Barros Leitão, Maria Enid Araujo Nelson, Frieda de Barros Carvalho que, juntamente com meus pais, incentivaram e modelaram minha educação e caráter.
Já órfã de pai e trabalhando para ajudar no sustento da casa, graças a elas obtive uma bolsa para cursar Assistencia Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Quando fui me matricular, optei por um curso novo, cuja finalidade era dar maior apoio às Assistentes Sociais.
Carreira nova, com muito mais futuro que a de Assistente Social…
Naquela época as mulheres eram professoras , assistentes sociais, poucas eram médicas e geralmente pediatras. O mundo era sòmente dos homens!!!
Assim, resolvi fazer o curso de Educadora Familiar , cuja profissão até hoje não foi regulamentada.
Jamais usei meu diploma para arranjar trabalho. Quer dizer, os conhecimentos adquiridos foram. e até hoje são, de grande valia para o meu dia a dia, nada mais!!
Mas, por ser um curso de nível superior, trouxe-me a possibilidade de alcançar, bem mais tarde, um cargo de Direção e Assessoramento Superior – o famoso D.A.S. do serviço público.
Quando, durante o Governo Sarney, a profissão de Secretária foi regulamentada, lembrei que a de Educadora caiu no esquecimento…
Em 9 de maio de 1959 me casei com o João Paulo e em 29 de março do ano seguinte nasceu nosso primogênito. Muita gente fez as contas para ver se eu tinha casado grávida.
Não. Casei virgem, por opção.
Em 2 de novembro de 1960 vim para Brasília, trazendo nos braços um filho e na bagagem uma empregada que pouco me serviu.
Os funcionários públicos que vieram da antiga para a nova Capital tiveram o privilégio de ganhar ordenado duplo até o final do governo do saudoso Juscelino Kubitschek ( JK – PROCURA-SE OUTRO)
E, mais tarde, a oportunidade de comprar o imóvel em que residiam.
Esses imóveis foram pagos em trinta anos.
Compramos o nosso imóvel situado na 114 Sul.
Esse foi o preço que o Governo pagou para animar os funcionários que deixaram sua cidade, na época ,maravilhosa, onde ainda não havia favela nem violência, que deixaram suas famílias, suas praias, seus amigos… se engajassem na obra do século.
Fomos pioneiros, porém jovens e inexperientes .
Por esse motivo, deixamos de comprar terrenos super baratos na época ,à beira do Lago, pagando uma bagatela em prestações durante dez anos!!!
Jovens, preferíamos gastar o dinheiro indo para o Rio de Janeiro nos feriados, voando nos Constellations, nos Avros, nos…….
Hoje vejo que sou apenas mais uma piotária…
Vi Brasília sem casca, sem asfalto, sem luz nas vias públicas, sem prédios, sem árvores…
A Catedral já existia , mas apenas em concreto bruto, com seus braços erguidos para o céu, em oração, conforme aprendi na época, cujas mãos formavam uma coroa – a coroa de Nossa Senhora..
Os Ministérios se erguendo ao mesmo tempo… a Rodoviária fervilhando de trabalhadores…
Na época pude comer cajus nativos da W-3 Sul onde eu trabalhava na Delegacia do IAPB .
Um caminhão vez ou outra regava com pixe a terra vermelha da W-3 Sul cuja poeira a todos atingia, quando passava um “Lacerdinha”, apelido inspirado no político carioca, que, por onde passava deixava o nome de alguém sujo…
Entretanto foi Carlos Lacerda que bolou, dizem que na década de 50, a construção das linhas Amarela e Vermelha que hoje escoam rapidamente o fluxo de automóveis e ônibus que saem do Aeroporto do Galeão para a Zona Sul.
Pela linha Amarela, em vinte minutos alcancei a Barra da Tijuca agora, no Carnaval, quando fui visitar meu irmão “mais velho”.
Antigamente saíamos do Aeroporto do Galeão, passávamos pelo centro da cidade, pelo Flamengo, Botafogo, Copacabana até atingir Ipanema…
Joá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, que estava começando a ser povoado…
Um dia eu conto mais…

criado por manon.rocha    21:50 — Arquivado em: Sem categoria

COLEGIO MARISTA

SOBRE O COLÉGIO MARISTA

FESTA DO DIA DAS MÃES – (ESCRITO EM 2004)

Fui a uma festa de aniversário na casa de uma aluna do Marista.
Na mesa onde me alojei com algumas mães, o assunto abordado foi o esforço feito por professores e alunos para que a festa do Dia das Mães tivesse grande êxito.
Comentou-se que o Colégio Marista deveria realizar as suas festas aos poucos, algumas turmas de cada vez, no auditório muito superior ao ginásio onde se realizou a festividade e onde a família das crianças poderia apreciar a festa com maior conforto e melhor sonoridade…
Ao contrário, a comemoração é feita num ginásio enorme, sem acústica adequada, espremendo muita gente nos lugares disponíveis….
Lá se apertam centenas de pais, mães, avós, tios, enfim, todo mundo que quer ver sua criança na festa dedicada ao Dia das Mães…
Esse festejo, recentemente realizado dentro do ginásio, pecou pela falta de conforto, pelo som péssimo, pela balbúrdia que se instalou, pelo barulho, pelo calor, embora seja maio…
Comentou-se que, na outra apresentação feita na quarta feira, duas mães quase saíram no tapa, porque uma se levantou para filmar a filha e a outra se sentiu incomodada…as duas estavam estressadas pelos motivos que citei.
Uma mãe meio desapontada, disse que não conseguiu identificar a filha em meio à multidão de crianças sentadas no chão do ginásio…será que foi só ela?
Quanta gente ficou de pé durante uma hora e meia porque as arquibancadas estavam lotadas?
Quanto tempo as crianças ficaram isoladas e com calor, fora do ginásio, até
chegar a sua vez de prestar homenagem às mães?
Quantas pessoas desistiram de assistir à festa e ficaram no pátio do lado de fora do ginásio aguardando a saída de suas crianças?
E os três estacionamentos? Todos superlotados!
Quem chegou depois das dezoito e trinta, teve que estacionar fora dos olhos dos dois vigias que olhavam os carros nos estacionamentos mais próximos…
Soube que um casal teve o carro arranhado e o espelho danificado… maldade pura…porque estava longe do estacionamento próximo ao Colégio…
O pior é que tem criança sem ver a mãe presente; ou porque a mãe ainda está trabalhando (sim, isso existe, infelizmente) ou porque seja órfã…
De parabéns os professores que tanto se esmeraram para a festa sair bonita, de parabéns os alunos que estavam empolgados com a homenagem que prestaram e de parabéns, principalmente, àqueles que se mantiveram firmes e não foram embora … como pensei em fazer… mas não fiz…
E estamos vendo o Colégio crescer…como ficará então?
Minha opinião talvez solitária, talvez não, é que o Dia das Mães, o Dia dos Pais deve ser comemorado em casa, do jeito que a família quiser …

criado por manon.rocha    21:45 — Arquivado em: Sem categoria

ACRÓSTICO

POEMA PARA ISADORA

I dealizo para você, pequenino
S er, uma vida tranqüila e
A mena. Que você consiga
D esenvolver seu aprendizado na Terra
O cupando bem sua mente, corpo e tempo;
R ebata toda maldade que possa surgir e
A manheça confiando em seu novo dia…

B elo sonho tive com você, criança,
A ntes mesmo de sua chegada…
R indo, feliz, viajei nas asas de um avião
R eservado para ir ao seu encontro.
O nde você estava… não sabia… mas
S abia que estava indo ao seu encontro…

D eve ser o desejo de ter você nos meus braços
E poder ter tempo para vê-la crescer…

A njinho querido, Deus te proteja e te
G uarde como eu gostaria de fazer.
Um dia você saberá o quanto te amei,
C omo igualmente amei meus filhos e seus frutos
A brindo sempre meu coração para
R eceber todos vocês quando me procuram…

Fevereiro de 2001(sonho acontecido antes de Isadora nascer)

Post scriptum:

A tua mãe hoje à noite me telefonou
Lamentando Alexandre no nome não ter,
E ntão pensou, resolveu … e triste ficou…
X aboque do pai (seu avô) ,embora tardio,
À segunda filha, poderia ter sido legado…
N unca poderia pensar… mas gostei de saber
D epois de tanto tempo por ela ocultado…
R espeito esse nome, porque não dizer?
E tão marcante, deveria ser adotado…

criado por manon.rocha    21:40 — Arquivado em: Sem categoria

PEIXE TEM CORAÇÃO?

PEIXE TEM CORAÇÃO?
Minha neta chorou muito quando acordou e verificou que seu peixe beta, de canelas esticadas no fundo do aquário, tinha morrido.
Avó como sou, no dia seguinte fui com ela ao Brasília Shopping e comprei uma família inteira composta por dois machos e três fêmeas…
Que peixe é? Não sei. Mas tenho certeza que, pelo tamanho, não é tainha, nem tilápia, muito menos bacalhau…
Minha neta ficou super feliz e, no carro, voltando pra casa , segurando os peixes guardados num saco de plástico, perguntou:
“- Vó, peixe tem coração?”
Embatuquei. Nunca abri um peixe para ver suas vísceras…irg! eca!
Disse a ela que não sabia, mas que ia pesquisar no Google.
Daí ela começou uma conversa sobre amor, sobre o amor nascer no coração, pois só havendo amor os peixinhos que ela tinha acabado de ganhar, poderiam ter seus filhotes, que ela vai passar para outro aquário-maternidade…
Debaixo dessa conversa chegamos à casa dela. Instalamos os peixinhos no aquário e vim para casa, direto para o Google.
Li: “ O coração dos peixes possui apenas duas cavidades e a circulação sanguínea é simples”
Agora posso informar a ela que fique tranqüila, pois seus peixinhos tem coração sim e que vão se apaixonar e que poderão ter lindos filhotes…

criado por manon.rocha    21:23 — Arquivado em: Sem categoria

CONFUNDI DA SILVA COM CACILDA

CONFUNDI: CACILDA COM DA SILVA

AQUELE MALDITO APARELHO DE AR CONDICIONADO DA MINHA SALA DE TRABALHO FICA LOGO ACIMA DE MINHA CABEÇA, NA JANELA… E FAZ MAIS BARULHO DO QUE FRIO…
HOJE, NAQUELE BARULHÃO, RECEBI UM TELEFONEMA DE UMA DEPUTADA QUE PENSO SER APARENTADA DO MEU CHEFE.
SUSSURRANDO , ELA ME EXPLICOU QUE NÃO PODERIA FALAR MAIS ALTO, POIS ESTAVA NUMA REUNIÃO NO HOTEL BRISTOL, COM POLÍTICOS QUE, PENSEI EU, DEVERIAM ESTAR TENTANDO ARRANJAR UMA SOLUÇÃO PARA A NOSSA MALFADADA INFLAÇÃO…
SEMPRE SUSSURRANDO, DISSE QUE MEU CHEFE ESTAVA MEIO ZANGADO COM ELA, PORQUE ELA HAVIA SUMIDO EM DECORRENCIA DO TRABALHO QUE ESTAVA FAZENDO…
(Tenho certeza que ele não estava zangado coisa nenhuma, porque o que tem de gente procurando por ele… coitado, nem pode respirar direito… mas… enfim…)
CONTINUANDO A CONVERSA, ELA CONTOU QUE IA ALMOÇAR NO RESTAURANTE FLORENTINO E COM ELA IRIA OUTRA PESSOA QUE ELE CONHECIA E QUE SE CHAMAVA TERESA DA SILVA (?)
COM O AR CONDICIONADO ROSNANDO SOBRE MINHA CABEÇA E, DIFICULTANDO O ENTENDIMENTO DAS PALAVRAS DITAS EM SUSSURRO, NÃO ENTENDI O NOME E PERGUNTEI;
“- TERESA DA SILVA?”
ELA RESPONDEU. “TERESA CACILDA, DA INTERNAC” …
MALDITO BARULHO!!!
TORNEI A ENTENDER TERESA DA SILVA…
AÍ, EU PENSEI: O CHEFE ESTÁ SOZINHO, TALVEZ ATÉ GOSTE DE ALMOÇAR COM OUTRAS PESSOAS QUE NÃO SEJAM DA EMPRESA, POIS, QUANDO SE JUNTAM, SÓ FALAM DE TRABALHO… CHEGA! … É DEMAIS!
ESCREVI UM BILHETINHO DIZENDO:
“A DEPUTADA MARIA DA GLÓRIA VAI ALMOÇAR HOJE NO FLORENTINO ÁS 13 H COM A SRA. TERESA DA SILVA, DA INTERNAC E GOSTARIA MUITO QUE O SENHOR AS ACOMPANHASSE.”
EQUILIBRANDO-ME NOS SALTOS ALTOS, ENTREI NA SALA DO CHEFE, DEIXEI O BILHETE SOBRE A MESA, Á SUA FRENTE, POIS ELE ESTAVA FALANDO AO TELEFONE E VOLTEI PARA O MEU “SILENCIOSO” LOCAL DE TRABALHO…
EM SEGUIDA ELE FOI À MINHA SALA E SUA CARA ESTAVA LINDA, COMO É, QUANDO ELE ESTÁ DESCONTRAÍDO, E DISSE-ME:
“- ATÉ QUE VAI DAR, D. MANON… ESTOU SOZINHO… ACHO QUE VAI DAR SIM…
COMBINE COM ELA, DIGA QUE ACEITEI O CONVITE, E PROVIDENCIE, COM ANTECEDENCIA, PARA QUE A CONTA VENHA PARA O ESCRITÓRIO ONDE FAREI O PAGAMENTO. INSTRUA O GARÇON PARA DIZER QUE ACONTA JÁ FOI PAGA…”
IMEDIATAMENTE RETORNEI A LIGAÇÃO PARA O BRISTOL, ONDE OS DEPUTADOS ESTAVAM REUNIDOS , COM CERTEZA, RESOLVENDO OS PROBLEMAS MAIS URGENTES DO PAÍS.
PERGUNTEI A QUEM ATENDEU, SE A DEPUTADA MARIA DA GLÓRIA PODERIA FALAR COMIGO.
ELA ATENDEU PRONTAMENTE E, AINDA SUSSURRANDO, DISSE QUE FICOU FELIZ COM A RESPOSTA.
PERGUNTEI SE ELA TINHA RESERVADO MESA (NÃO TINHA) E ME OFERECI PARA PROVIDENCIAR EM NOME DO MEU CHEFE, TRES LUGARES, PARA 13H. PROVIDENCIEI O COMBINADO. MISSÃO CUMPRIDA!
PENSEI: - “BELEZA! TUDO CERTO.”
MINUTOS DEPOIS MEU CHEFE SAI, BILHETINHO NO BOLSO, PARA NÃO ESQUECER, TUDO LEGAL…
LOGO DEPOIS O TELEFONE TOCA.
ATENDO. MESMO COM O BARULHO DO AR CONDICIONADO, OUVI CLARAMENTE A PESSOA DIZER, DO OUTRO LADO DA LINHA, MAS SEM SUSSURRAR:
“- AQUI É A TERESA CACILDA, DA INTERNAC. DESEJO SABER SE A DEPUTADA MARIA DA GLORIA CONVIDOU SEU CHEFE PARA ALMOÇAR CONOSCO NO FLORENTINO.”
COM UM FRIO JÁ PERCORRENDO MINHA ESPINHA, RESPONDI QUE ESTAVA TUDO COMBINADO: MESA PARA TRES, 13 H, NO FLORENTINO.
FALEI COM A ANA CRISTINA, QUE A TUDO TINHA ASSISTIDO.
“- NÃO É TERESA DA SILVA, É TERESA CACILDA!!!!!!VAI DAR A MAIOR CONFUSÃO…VOCÊ VAI VER SÓ….”
REVIVI O ACONTECIDO, OS TELEFONEMAS, O BARULHO DO AR CONDICIONADO, O NOME SUSSURRADO E MAL ENTENDIDO E A CONFUSÃO QUE PODERIA OCORRER…
NÃO HOUVE COMO CONCERTAR O MAL FEITO E QUANDO MEU CHEFE VOLTOU DO ALMOÇO, ME CHAMOU AO GABINETE E DISSE:
“-MAS D. MANON, QUE CONFUSÃO A SENHORA FEZ HOJE, HEIN?
DISSE QUE A DEPUTADA ESTARIA COM TERESA DA SILVA, MAS ME DEPAREI COM TERESA CACILDA, A ULTIMA PESSOA COM QUEM DEJEJARIA ME ENCONTRAR …”
E A CARA DELE NÃO ESTAVA TÃO BONITA QUANTO ANTES…
MAIS UMA VEZ FUI TRAÍDA POR ESSE MALDITO AR CONDICIONADO.
SE O VENTO NÃO LEVASSE PELOS ARES TODOS OS MEUS PAPÉIS, GOSTARIA DE ME DESFAZER DELE, E MINHA JANELA FICARIA ABERTA PARA QUE A DIVINA BRISA FIZESSE CIRCULAR PELA MINHA SALA AS BÊNÇÃOS DE DEUS.
Brasília, Ed .Embaixador, 1984

criado por manon.rocha    21:00 — Arquivado em: Sem categoria
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