Blog da Manon

Cantinho reservado para compartilhar as idéias de uma mulher bem vivida.

17/11/08

ESSE MEU NOME…

ESSE MEU NOME…
Manon é um nome pouco usado no Brasil, tão cheio de Marias, Teresas, Anas e Jaquelines…
Sei que existem, aqui mesmo em Brasília, outras Manons.
Mas até hoje nunca tive oportunidade de conhecer pessoalmente uma xará.
Eis a história de hoje:
Meus recentes amigos Luca e Rosa voltaram, cerca de cinco meses atrás, para a terra natal – Campo Grande – motivo para reunir grande parte da colônia campo-grandense que existe em Brasília, da qual tenho a honra de fazer parte, adotada como simpatizante.
Foi uma bela despedida, emocionante, simpática, organizada por nossa Embaixatriz Ivana, no Restaurante Dudu Camargo, onde se reuniram cerca de trinta pessoas…
Nessa saudosa festa, entre outras pessoas, fui apresentada ao Estevão, muito simpático, todo engravatado, com quem troquei duas ou três palavras…
O tempo passou e eis que surge outra festa – desta vez para recebermos a filha da Ivana , Aninha, igualmente simpática, bela e extrovertida , que mora nos Estados Unidos – e que está em Brasília visitando a mãe.
A festa , como sempre acontece, foi realizada na Mansão Santulo, nosso Embaixador.
Muita alegria, muita descontração, todos felizes e falantes, cervejinha gelada correndo solta, muitas risadas, muita guaranha, entremeada de rock e samba…
No almoço não faltou a lingüiça da terra, com e sem pimenta e o famoso e farto caribeu da Ivana.
Pois bem.
Reecontrei o Estevão, (desta vez sem gravata) e, conversa vai, conversa vem ele prestou atenção no meu nome…
Lá pelas tantas, já na sobremesa, tivemos oportunidade de conversar mais de perto e ele me perguntou se eu tinha trabalhado na Odebrecht.
E começou a rir…
Chamou o Santulo e disse:
“ - Eu salvei o casamento da Manon há trinta anos atrás!!!
E contou a seguinte história:
“Trinta anos atrás, passei pelo escritório da Odebrecht em Brasília e fui atendido pela Manon.
Conversa vai-conversa vem, ela contou que tinha o hábito de ver televisão na cama, antes de dormir.
Mas o marido, sempre muito gentil, embora não reclamasse, cobria a cabeça com o travesseiro porque o barulho o incomodava.
Manon se preocupava com isso e rolava na cama até o sono chegar, ou então colocava o som o mais baixo possível e assistia a algum programa, com o marido com os ouvidos protegidos pelo travesseiro.
E isso a incomodava.
Querendo ser gentil, comprei em Ponta Porã um aparelho que, plugado na televisão por uma pequena ponta de metal, conduzia um fio que terminava com um par de protetores de orelha, por onde saía o som apenas para a pessoa que o estivesse usando.
E enviei, como presente, para a Manon, solucionando o problema que a estava afligindo… e assim salvei o casamento dela!!!”
Todos acharam muita graça, e fiquei muita surpresa, porque eu me lembrava do fato de ter recebido presente tão útil e oportuno, mas não me lembrava de quem….
Naquela época não existia em Brasília nenhum lugar que vendesse tão inusitado aparelho e ele veio a calhar….
Mas porquê o Estevão foi se lembrar de fato tão simples ocorrido há tanto tempo atrás?
Estevão contou que quando ouviu meu nome, começou a procurar na memória onde tinha ouvido falar esse nome.
E ficou matutando até que uma luz se acendeu e ele se lembrou de toda a história que aqui estou contando.
Foi um momento gostoso, uma conversa que continuou.
Estevão contou sua passagem pela Odebrecht, eu contei minha história, e ajudados por outro ex-odebrechiano que estava presente - Odil Souto - lembramos de vários amigos da época.
Entre eles Dr. Rubio Fernal, meu dileto chefe e amigo, Dr. Ilton, Dr. Ailton Reis, Dr. Ingo Ahringsmann, Cel Paiva Chaves, Dr. Renato Baiardi, Dr. Antonio Almeida (hoje de volta a Brasília), Dr. Irineu Berardi Meireles, também em Brasília ainda hoje, e de outros diretores – também queridos amigos que já partiram, como Alessandro Chiappero, Asdrúbal Pedreira Brandão Filho, Laerte Rabelo, Francisco Valadares, e do meu primeiro e querido chefe - o outro Dr. Antonio Almeida, que morreu vítima de acidente aéreo no Acre, quando a serviço da Empresa…
E, é claro, não faltou a lembrança do Dr. Emílio Odebrecht e de seu pai, Dr. Norberto Odebrecht, símbolos de simplicidade e elegância, finesse e cortesia , atributos que são característicos da família…
Dessa forma foi uma tarde muito especial para mim que, além de participar da alegria da minha amiga Ivana e das gentilezas do nosso anfitrião Osvaldo Santulo tive a oportunidade de relembrar tantos fatos importantes ocorridos na minha vida durante os vinte anos que tive a honra de servir a tão nobre instituição.
Depois conto mais…

criado por manon.rocha    6:57 — Arquivado em: Sem categoria
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